(Son Yeh Jin, Lee Min Ho, Kim Ji Suk, Wang Ji Hye)

• Minha Sinopse:
Um arquiteto se passa por gay para morar na casa de uma mulher baranga.

• Minha opinião:
De início eu não queria assistir. Pensei comigo mesma “Afe, mais um drama de modinha, saco!”. Mas aí me convenceram, me disseram que eu não iria me arrepender. Não é que a galera já está entendendo meu “personal taste” para dramas? A má notícia é que realmente é um drama de modinha cheio de clichês e nenhuma grande novidade. Mas a boa notícia é que eu amei e ele não me fez perder a fé totalmente nos dramas de modinha.

Bom, primeiro deixa eu dar uma geral na história. Jin Ho precisa entrar no Sanggojae, a casa da Gae In, para conseguir desenvolver a idéia do seu novo projeto. Como a Gae In acha que ele é gay, aluga um quarto pra ele. Tema de hoje: mentiras, qual o tamanho da perna delas? Tipo, desde o início está na cara que eles vão se apaixonar e a Gae In vai se sentir enganada e ultrajada depois que descobrir que foi usada pelo arquiteto bonitinho por quem se apaixonou perdidamente.

Então vamos falar dos personagens, eles merecem mais. Começando pelo Jin Ho-shi… Jun Pyo, obrigada por ter se tornado gente grande! Eu não poderia morrer sem ver isso acontecer. Fiquei muito contente por ouvir aquela voz grossa em um personagem sério. Bem, nem tão sério assim… Para deixar que duvidassem da sua sexualidade alguma coisa ele fez. Aliás, desde o minuto em que o Jin Ho começa a se passar por gay para morar no Sanggojae com a Gae In minha diversão começou!

Ai, a Gae In. Parecia tão típica, mas até que me saiu uma grata surpresa. Essa é a vantagem de se começar a ver um drama esperando o pior, o que vem é lucro! Ela tinha seus momentos bocós – como a reação estúpida de quando levou um toco do ex-namorado, Chang Ryul -, mas fora isso ela me encantou. Por ser hilária, por ter uma profissão e um talento na vida e principalmente por não bancar a schoolgirl!

Ela mostrou sérios sinais de atração física por nosso galãzinho e o personagem deu espaço para discussões sobre sexualidade algumas vezes. Uma delas quando o Chang Ryul fala na lata que não quis ficar com ela porque ela não quis liberar pra ele; depois quando ela cogita ficar com o Jin Ho mesmo sabendo que não vai fazer besteirinha por ele ser gay, e finalmente quando o casalzinho tem que ficar vencendo a tentação até meados do episódio 16. Banho frio, Gae In-a!

Chang Ryul, o que dizer desse bandido? Ele começa mega ridículo, mas depois vai tomando juízo na vida. Eu sei que é errado, mas todo mundo sabe do meu passado k-dramático e minha queda pelos antagonistas rejeitados. Não tive como resistir àquela carinha de cachorro que caiu do caminhão de mudança cada vez que ele falava do arrependimento dele para a Gae In. Eu nem o considero como vilão, o único pecado da vida dele era ser filho de um pai miserável.

Vilã – de meia tigela – era a Kim In Hee. Olha, está para ser inventada mulherzinha mais vagaba, mais quenga, mais vadia que essa. Se a gente fizer uma pesquisa entre os dramas coreanos, vai ver que todas as oferecidas dessas histórias tem um propósito na vida, ou um passado traumático com o protagonista, que seja. Mas a In Hee não! Ela era uma desocupada e pentelha que nunca aprendeu a hora de se mancar. Nunca na vida ter inveja da Gae In podia ser motivação para aguentar tomar tanto “Vaza, cachorra!” sem desanimar. Ela é surreal. Se pelo menos o Jin Ho tivesse dado confiança a ela alguma vez na vida, mas não! Ela não tinha nada a que se agarrar e continuava lá com aquela boca de fiofó de galinha querendo aparecer. Ela me irritou demais, acho que se eu encontrar com a atriz na rua, dou na cara dela!

Young Sun (best da Gae In) e Sang Jun (best do Jin Ho) fizeram o melhor background de todos os tempos! A história perderia 40% do sabor sem eles! Fiquei um tantinho decepcionada por ela ser casada, mas eu supero. O importante foram as gargalhadas que eles me fizeram dar. Sang Jun se passando por gay foi o brilho! Cada vez que eu escutar alguém falando Unni vou me lembrar dele, eternamente!

Outro casalzinho interessante é Tae Hoon (canta pra mim, menino do 2AM!) e Hye Mi. Não que eles tenham feito grandes coisas, mas eu gostava deles. Fato que a Hye Mi precisa de um fonoaudiólogo, que voz mais esquisita, mas tudo certo, bom que eles terminaram juntos.

Destaque mesmo teve o símbolo homossexual do babado todo! Diretor Choi, te dedico! Que dó que me deu dele quando ele descobriu que o Jin Ho não era Gay. Tadinho, ele sentiu que estava quase lá com o Jin Ho e de repente puf, lá se vai mais um gostosão. Mas ele é classic e manteve a pose até o fim! Qualquer pessoa no lugar dele teria se tacado num rio com piranhas famintas. Ao contrário disso, ele apoiou o Jin Ho até o fim, e eu até me atrevo a dizer que se o Jin Ho conseguiu algum sucesso na profissão, foi tudo graças ao Diretor Choi!

E por último, a mãe do Jin Ho. Chata. Eu sei, se eu tivesse um filhão daquele eu também seria uma mãe coruja e protetora, mas o ataque de perereca que ela deu contra a Gae In não foi porque achou que a mocinha fosse uma má namorada para o filho. O piti foi só porque ela não conseguia vencer o próprio trauma do passado e jogava a responsabilidade de vingar a família toda em cima do filho. Ok, apesar de tudo, ela era uma boa pessoa e nos 45 do segundo tempo resolveu tomar passiflora e se acalmar. Aceitou a Gae In e ganhou meu afeto novamente.

Do resto, eu não tenho muito o que falar. O pai da Gae In entrou tocando rebú mas na verdade não influenciou muito para mim. Senti aquele final meio corrido, talvez por isso o Sr Dono do Sanggojae não pode mostrar muito bem a que veio. Pareceu até aquele cameo sem noção da ex-namorada do Jin Ho. Não entendi bem o que aquilo serviu para a história (apesar de eu amar demais a YEH!). Mas o importante foi que tudo acabou bem, e com exceção do pai do Chang Ryul, todos ficaram felizes, realizados e contentinhos.

Posso só acrescentar uma coisa? Achei incrível o Jin Ho pegar a Gae In de jeito 5 minutos depois de quase ter morrido de febre. Esse é o cara! Achei que ele tinha tanta bala na agulha que a Gae In ficaria grávida. Não sei de onde eu tirei essa sensação, mas eu queria muito que acontecesse. Sonhei com o momento que ela diria “Jin Ho-shi, 나 임신 했어”. Mas não aconteceu. Agora tente imaginar a minha fúria quando a amiga dela aparece grávida no último episódio… Na boa, não vou nem me estender nesse assunto senão eu posso matar alguém.

• Ponto alto:
O romance que faltou em Oh My Lady (último drama que assisti) consegui encontrar aqui! Não foi preciso esperar uma dúzia de episódios para ver um pouco de novelice entre os pombinhos, e graças a Deus por isso. Em todos os episódios a gente consegue ver cenas fofas, bonitinhas e às vezes tão românticas que beiram o cafona.

Mas afinal de contas, é disso que gostamos, né meninas? O mundo da dramaturgia só sobrevive por nossa causa! E é por isso que merecemos brindes como aquela cena linda do Jin Ho cuidando da Gae In enquanto ela se contorcia como uma cobra com convulsão de tanta cólica! Sério, tocou meu coração. É sempre bom ver homens assim, carinhosos, preocupados, presentes e fofinhos como o Jin Ho, ainda que só na ficção.

• Absurdo maior:
O maior absurdo fui eu mesma! Então, tudo na vida tem seus prós e contras, certo? Pois eu gosto dessas ceninhas cute-cute que eu acabei de falar. Mas tudo tem que ser com moderação. Cenas românticas teatrais são comuns em drama desse naipe, mas se você não está envolvido com os personagens não tem como levar a sério. Eu peço desculpas a todos por ter rido na cena beijo no teatro. Eu não aguentei ouvir o Jin Ho falando “Game, oba, me dá”, tive que rir. Claro que o beijo foi show, eu acho o máximo que o ator abra a boca daquele jeito pra beijar!

Mas gente… O que foi a primeira vez deles? Não sei se é do tempo de alguém aqui, mas a cena em que a Gae In pega a mão do Jin Ho e coloca no peitinho muito me lembra uma famosa cena de Hilda Furacão. Ri alto!

• Moral da história:
Feliz é a mulher que pode ter o amigo gay e o namorado perfeito no mesmo pacote.
