Kimi Wa Petto – segunda opinião

Por: Raiza Félix

Como a Raquel pediu, lá vai aqui uma segunda opinião sobre Kimi Wa Petto. Como tem um certo tempo que eu assisti,posso estar esquecendo de coisas importantes. Vou comentar então sobre as partes que mais me chamaram a atenção no drama. Espero que gostem.

Eu não sou uma telespectadora assídua de dramas. Confesso que tenho preguiça de baixar. Só me empolgo de assistir quando estou com as amigas ou então quando a estória realmente chama a minha atenção. Kimi Wa petto reuniu esses dois elementos. Uma amiga que baixou e eu vi com ela. Ela chegou e me perguntou “O que você acharia de ter um homem como animal de estimação?” e eu, essa pessoa pura e casta logo pensei “Oba,sacanagem!” aí fomos lá ver o drama e eu amei. Raramente me empolgo com estórias mas nessa eu só faltava querer entra na tela e sacudir a Sumire pra ela ficar logo com o Takeshi.

Uma das coisas que eu mais gostei foi a protagonista não ser bestinha que nem em muitos mangás/animes/dramas da vida. Isso já me cativou e também ela não dar satisfação à ninguém e se preocupar com a felicidade dela. O que na sociedade japonesa,convenhamos não é habitual. Além disso,a grande maioria das estórias japonesas (seja anime/drama ou mangá) eu considero meio machistas. Não foi esse o caso de “Kimi…”. Muito pelo contrário. O drama gira em torno das personagens femininas. O Takeshi existe enquanto o “homem de estimação” da Sumire. O jornalista bonitão existe enquanto peguete da Sumire. O Guru existe enquanto conselheiro da Sumire. Enfim, you got the point.

Outro ponto positivo nesse aspecto é o modo como as personagens femininas são desenvolvidas e seus finais. Uma das coisas que eu adorei é a biscate ter ficado com o bonitão. Em qualquer situação normal ela teria sido punida. Apesar de eu não gostar dela, achei legal ela ter uma final feliz, sabe, não ser punida por gostar de dinheiro ou ter transado com vários,entende? E ela evolui. Não no sentido de deixar de ser biscate mas ela tenta conquistar o homem que ela quer por meios, digamos, mais legítimos.

Também adoro a amiga dona-de-casa da Sumire. Ela é o contrário de todo estereótipo de dona de casa e é uma excelente amiga.Dá esporro quando necessário mas tá sempre ali oferecendo o ombro. E não tem pudor nenhum em querer saber detalhes até da vida sexual da amiga! Também gostei da Sumire ter transado com o bonitão lá e ninguém julgar ela por isso nem ela ficar se sentindo culpada “Oh meu Deus,não me valorizei blá blá”.

Uma das coisas que eu também achei fodásticas no drama, e mesmo que o resto fosse ruim eu indicaria só por isso, é a crítica ao preconceito que a mulher japonesa sofre no trabalho.parece que isso não estava tão marcado no mangá mas resolveram dar destaque na série. Bato palma. Achei demais. Principalmente por ela reagir a isso tudo. Dar porrada no chefe que assedia e levantar o setor pro qual ela é transferida (como punição por ter dado uma porrada no chefe que passou a mão na bunda dela), mostrando que no matter where ela arrasa. Acho que a única coisa que me tirou um pouco do sério foi a choradeira o tempo todo e a demora pra eles ficarem juntos no final. Mas isso nem é um defeito,afinal é um drama né?

Eu recomendo sem pestanejar.Principalmente pra quem está se iniciando no mundo dos dramas. Não é um dorama longo, não é difícil de acompanhar e todo mundo que tem um coração vai se identificar com pelo menos um(a) personagem. Agora, se você está esperando algum tempero a mais que nem eu estava no início, assista também. Tem umas cenas impagáveis como a Sumire dando banho no pet, ou o bonitão tomando banho na casa dela, ou o Momo dormindo com ela na cama… enfim, já deu pra entender.

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